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Bem-vindo Subconsciente - Graças ao Ho´oponopono
Por Jens Weskott http://hopurl.com/47838
Como
todo conhecimento, a Sabedoria Huna evoluiu e incorporou
mudanças. Entre outras coisas, isso vale para a tradicional
técnica de resolução de conflitos Ho’oponopono. A venerada
kahuna Morrnah Simeona, que lecionou na Universidade de
Havaí, concentrou-se nos conflitos interiores das
pessoas. Colocou o foco no papel relevante do subconsciente
e seu contato – através do Supraconsciente – com a
Divindade.
Acima dos três níveis da mente – subconsciente (unihipili),
consciente (uhane) e Supraconsciente (Aumakua) – reafirmou a
presença e a ação da Divindade na condução de uma vida
harmoniosa. Enquanto à vontade, ao ego e ao longamente
enaltecido consciente era retirado seu papel de controlador.
Revolução? Não, evolução em direção a uma psicologia
espiritual diferente. Antes de falecer em 1982, Morrnah deu
cursos e apresentou sua psicologia nas Nações Unidas. A
fundação por ela criada está hoje a cargo de Ihaleakala Hew
Len, Ph.D., formado em psicologia pela Universidade de Iowa.
O ponto de partida é a constatação que nosso subconsciente
está sobrecarregado por memórias repetitivas, um processo
que segundo Morrnah já começou muitas gerações atrás e causa
os problemas pessoais atuais. Limpar – e transmutar - tais
memórias é uma tarefa que o consciente pode pedir à
Divindade, a fim de voltar ao ‘estado zero´ou ‘vazio’ do
subconsciente.
É próprio do subconsciente que esse ‘vazio’ pode ser ocupado
seja por memórias ou por inspiração. Paralelamente à nova
visão do subconsciente, há uma reavaliação da mente
consciente. O Dr. Len o diz assim: “Sua mente consciente
tenta entender tudo. Mas ela somente percebe 15 bites de
informação enquanto há 15 milhões de bites circulando em
cada instante. Sua mente consciente não tem nem idéia do que
realmente está acontecendo”.
O intelecto, a mente consciente, acredita ser o solucionador
de problemas. No livro ‘A Ilusão de Quem Usa: Reduzindo o
tamanho da Consciência’, o jornalista científico Tor
Norretranders traça uma imagem diferente da consciência.
Cita estudos e pesquisas, particularmente do prof. Benjamin
Libet, da Universidade da Califórnia em São Francisco,
revelando que as decisões são tomadas antes que a
consciência as faça. E que o intelecto não é ciente disso,
acreditando ser é apenas ele que decide.
Nas palavras do Dr. Len, a mente consciente não tem o
controle sobre o que é experimentado. Inspiração e memória
ditam o que a mente consciente experimenta. Insiste, então,
em pedir à Divindade sem parar para transmutar as memórias.
E cita exemplos ilustres: transmutar ao vazio (Budha), ao
limpo (Shakespeare), à pureza (Jesus) e ao silêncio
(Goethe). Segundo ele, essa é nossa única tarefa. Não é
preciso fazer mais nada além de limpar, apagar, apagar…
“Busque primeiro o Reino (o vazio/limpo/ pureza/ silêncio) e
o tudo restante (Inspiração) será acrescentado
automaticamente.”
Essa psicologia transformadora vem do mesmo Havaí que
abrigou gerações de xamãs kahunas agindo em segredo. Mas,
quão diferente é a versão atual! Houve uma mudança radical
desde suas remotas origens até os nossos dias. O
subconsciente, tão execrado por Freud e seus fiéis
sucessores, virou um membro nobre da casa humana! Sim, é ele
que comanda o semáforo. Deixa abrir a caixa de memórias a
fim de que seja, simbolicamente, limpa. O consciente pode
continuar achando que é ele quem toma as decisões. Mera
ilusão. Sujeito a enganos, ele deixa de ser confiável.
Surge aqui um novo ser humano, desprendido, purificado,
renovado, à espera de ser plasmado pela Divindade de
iluminação ou, nos termos do novo Ho’oponopono de Identidade
Própria, um subconsciente impregnado pela Intuição, e não
mais vítima das memórias repetitivas.
Diferente do caminho Huna tradicional, não é mais o
intelecto que planeja metas concretas. O Dr. Len afirma que
“limpar visando um resultado não funciona”. O praticante de
Ho’oponopono Al McAllister, autor de e-book do mesmo nome,
comenta: “Mas quando você limpa por limpar, pode ser
agradavelmente surpreendido pelo que a Divindade escolher
como resultado para você. Isso libera a mente consciente de
ter que decidir o que deve ou não ser limpo.
Com o Ho’oponopono estamos assumindo a responsabilidade
pelas memórias em comum que compartilhamos com outras
pessoas. O intelecto não tem capacidade de assimilar e
avaliar toda a informação que se apresenta em relação a
qualquer problema, portanto, não sabemos o que está
acontecendo em momento algum.
Quando dizemos à Divindade: ‘Se há algo em mim que estou
vivenciando as pessoas de um determinado modo, quero liberar
essas coisas: ao se liberar essas coisas, mudamos nosso
mundo interior, e isso em contrapartida faz com que o mundo
inteiro mude”.
Cita o Dr. Len: ‘Ao aparecer um problema, o intelecto sempre
busca alguém ou alguma coisa para culpar. Continuamos
procurando lá fora (de nós) a origem de nossos problemas.
Não percebemos que a origem está sempre dentro de nós’.
Morrnah Simeona, a professora do Dr. Len, ensinava que ‘nós
estamos aqui somente para trazermos paz para nossa própria
vida, e se trazemos paz para nossa própria vida, tudo em
nossa volta encontra seu próprio lugar, seu próprio ritmo de
paz’, e isso é tudo que é Ho’ponopono.
De acordo com o Dr. Len, ‘Ho’oponopono é sobre se entregar e
confiar,
porque resultados são trabalhos do intelecto. Expectativas
são somente memórias se repetindo, e nada na vida acontece
acidentalmente. É a Divindade que está orquestrando os
eventos, e nosso trabalho é estar em paz’.
‘Se insistimos em determinar metas, precisamos estar sempre
limpando para aceitarmos se soltar e permitir que nossa vida
siga o caminho a ser seguido. Se somos inflexíveis, e temos
nossa mente em somente uma meta, perdemos as muitas
oportunidades (Inspirações) que provém do Divino’.
Dr. Len: ‘É imperativo realizar que a pessoa que pratica o
processo Ho’oponopono não está curando, e sim que o
Ho’oponopono é o processo de se permitir que a Divindade,
que criou tudo e sabe de tudo, cancele as memórias que
vivenciamos como problemas’.
O Dr. Len continua dizendo que ‘somos todos Seres Divinos,
mas a mente só pode servir a um mestre de cada vez. Pode
servir as memórias repetindo os problemas, ou pode servir a
Divindade que são as Inspirações’.
‘O intelecto tem esta escolha: pode funcionar comandado
pelos problemas, ou pode funcionar comandado por
Inspiração’.
‘O processo Ho’oponopono só precisa de uma pessoa: A Paz
começa comigo. E com ninguém mais. Todos querem estar em
sintonia consigo mesmo, e só quando conseguirem poderão
cumprir seu destino”.
Jens Weskott
é pesquisador, autor, renomado especialista em Huna.
Para aprender mais sobre o Ho’oponopono
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